As cartas de amor eram as melhores armas que Sérgio tinha para a batalha do amor. Tímido, ele dificilmente conseguia uma frase de efeito quando encontrava uma mulher bonita. Seu desafio era conseguir puxar qualquer assunto, entrar na vida da moça para, aí sim, usar a sua arma.
Nem sempre ele conseguia. Por vezes, via seu alvo fugir nas mãos de outro. Nunca conseguia dizer aquelas palavras mágicas que faziam as mulheres cair nos seus braçois em poucos minutos. Precisava de mais tempo, precisava das palavras no papel para conquistá-las.
Talvez por isso as que tenham dado certo sejam amigas de amigos. Isso porque com elas ele se encontrava espontaneamente mais vezes. E nessas vezes,c onseguia engatar sua conversa, mesmo com o rosto corado.
Foi assim que conheceu Julia. Morena, cabelos na altura dos ombros - que, por sinal, estavam sempre descobertos, ela adorava tomara-que-caia. Os olhos, castanhos, tinham um brilho de mulher, seu ar de maturidade e independência lhe concediam um poder de atração incrível.
Ela era linda. Aqueles ombros mostravam uma pele bronzeada, com suaves marcas de biquíni. As pulseiras, grandes e brilhantes, pareciam dar ainda mais brilho aos seus olhos.
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